Ferramenta online tem o objetivo de alertar aos riscos da prática de sexo sem preservativo.

Sex Degrees of Separation é uma ferramenta que calcula a quantas pessoas você se expôs indiretamente após ter uma relação sexual sem camisinha. A calculadora virtual serve como alerta sobre o risco das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). A rede britânica de farmácias Lloyds Pharmacy desenvolveu a calculadora com o objetivo de ilustrar como as chances de ser infectado por DST aumentam consideravelmente quando não há devida proteção durante o sexo. Os dados do site foram obtidos em várias pesquisas realizadas com pessoas sexualmente ativas no Reino Unido.

Segundo o Ministério da Saúde, o número de casos anuais de contaminação de HIV tem aumentado no Brasil por conta da ausência de preservativo feminino ou masculino em relações casuais ou estáveis. O aumento foi de quase 140% entre 2007 e 2017 na população em geral: de 6.862 a 16.371.

Como usar

Para usar o Sex Degress of Separation, basta acessar o site da ferramenta (onlinedoctor.lloydspharmacy.com/blog/sex-degrees) e indicar, na página inicial, se teve relações com homens, mulheres ou ambos. Então, é preciso estimar a idade aproximada de cada parceiro. Depois, aperte o botão “calculate” (calcular, em português) para exibir o número aproximado de contatos indiretos.

Explosão de casos de HIV entre jovens brasileiros

Apesar de se basear em pesquisas britânicas, o Sex Degrees of Separation pode ser usado no mundo todo como ferramenta de alerta sobre o perigo de se manter relações sexuais sem proteção. No Brasil, em especial, dados recentes sobre DST mostram que as infecções se disseminaram com maior força nos últimos anos porque o preservativo caiu em desuso para a maior parte das pessoas sexualmente ativas.

Em pesquisa ao Ministério da Saúde, revelou-se que o número casos de HIV aumentou entre homens gays no Brasil, sobretudo entre jovens. A pesquisa avaliou 4.176 pessoas de 12 cidades diferentes. São Paulo apresentou a maior taxa de infectados com HIV: 24,8%, seguido de Recife (21,5%), Curitiba (20,2%) e Belém (19,20%) e Rio de Janeiro (15,3%).

O estudo também mostrou que, no período de 2010 a 2015, o Brasil passou a integrar os países da América Latina e Caribe onde a infecção do HIV entre adultos cresceu, segundo dados da Unaids, a agência das Nações Unidas para o combate à Aids.

O uso de camisinha vem caindo no Brasil

Dados do Ministério da Saúde estimam que cerca de 866 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 694 mil foram diagnosticadas, enquanto 172 mil não sabem que são soropositivas. Um em cada cinco novos casos de infecção ocorre entre homens de 15 a 24 anos.

Entre ambos os sexos, o uso da camisinha nessa faixa etária vem caindo nos últimos anos. Em 2004, o índice era de 58,4% entre os que têm parceiros eventuais e, em 2013, passou para 56,6%. Já entre os que têm parceiros fixos, a queda foi ainda maior — de 38,8%, em 2004, para 34,2% em 2013.

A camisinha continua sendo a melhor opção para se proteger e evitar a contaminação do vírus do HIV. Além de segura, ela também ajuda a evitar o contágio de outras DSTs como a sífilis, HPV, gonorreia, herpes genital e hepatite B ou C. Preservativos masculinos e femininos e são distribuídos gratuitamente em qualquer serviço público de saúde. Para saber onde podem ser retirados na sua cidade, basta telefonar para o Disque Saúde (136).

Via G1O Globo e Agência Brasil